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Chineses reavaliam compra da Cosern
A State Grid Brazil Holding, controlada pela gigante estatal de transmissão chinesa, decidiu "reavaliar" sua intenção de adquirir a participação da Iberdrola na holding Neoenergia, que controla a Cosern.
Segundo informou ontem a companhia por meio de uma nota, a decisão foi tomada junto com a matriz na China e "não representa uma mudança nos planos de investimento a longo prazo da empresa no Brasil".
A nota continua afirmando que "a State Grid mantém sua atuação como uma empresa brasileira, respeitando a cultura e as leis do país, agindo de forma transparente, flexível e reforçando seu compromisso de trabalhar em parceria com outras empresas e com o governo".
Na avaliação de um analista do setor elétrico ouvido pelo Valor, a decisão dos chineses não significa o fim das tentativas de negociações da Iberdrola para vender sua participação de 39% no capital da Neoenergia, pois outras empresas, como a alemã E.ON estariam interessadas nesse ativo.
A própria declaração oficial da State Grid não é categórica no sentido de uma desistência do negócio e nada impede que possa voltar a procurar a Iberdrola nos próximos meses. A companhia espanhola está precisando reforçar o caixa, dada a crise na zona do Euro e a uma dívida equivalente a 4,5 vezes o Ebitda.
Nos cálculos do analista, 100% da Neoenergia valem cerca de R$ 24 bilhões. Para levar 39% da companhia, sem somar o prêmio de controle, o potencial comprador terá de desembolsar no mínimo R$ 9,3 bilhões. Esse valor poderia ter pesado na decisão dos chineses, considerado um pouco salgado, apesar do grupo ser conhecido por ter caixa para seus investimentos.
No entender da fonte, o momento não é dos melhores para o negócio. O cenário do setor elétrico é incerto, já que há um movimento para desindexar o reajuste de tarifas da distribuição. Além da Cosern, a Neoenergia tem duas distribuidoras: Coelba (BA) e Celpe (PE).
Segundo informou ontem a companhia por meio de uma nota, a decisão foi tomada junto com a matriz na China e "não representa uma mudança nos planos de investimento a longo prazo da empresa no Brasil".
A nota continua afirmando que "a State Grid mantém sua atuação como uma empresa brasileira, respeitando a cultura e as leis do país, agindo de forma transparente, flexível e reforçando seu compromisso de trabalhar em parceria com outras empresas e com o governo".
Na avaliação de um analista do setor elétrico ouvido pelo Valor, a decisão dos chineses não significa o fim das tentativas de negociações da Iberdrola para vender sua participação de 39% no capital da Neoenergia, pois outras empresas, como a alemã E.ON estariam interessadas nesse ativo.
A própria declaração oficial da State Grid não é categórica no sentido de uma desistência do negócio e nada impede que possa voltar a procurar a Iberdrola nos próximos meses. A companhia espanhola está precisando reforçar o caixa, dada a crise na zona do Euro e a uma dívida equivalente a 4,5 vezes o Ebitda.
Nos cálculos do analista, 100% da Neoenergia valem cerca de R$ 24 bilhões. Para levar 39% da companhia, sem somar o prêmio de controle, o potencial comprador terá de desembolsar no mínimo R$ 9,3 bilhões. Esse valor poderia ter pesado na decisão dos chineses, considerado um pouco salgado, apesar do grupo ser conhecido por ter caixa para seus investimentos.
No entender da fonte, o momento não é dos melhores para o negócio. O cenário do setor elétrico é incerto, já que há um movimento para desindexar o reajuste de tarifas da distribuição. Além da Cosern, a Neoenergia tem duas distribuidoras: Coelba (BA) e Celpe (PE).

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