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sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Misturar álcool com energético pode causar problemas cardíacos

Da Agência O Globo:
Misturar álcool com bebidas do tipo energético pode causar palpitações cardíacas e distúrbios do sono. É o que diz pesquisa realizada pela Universidade da Tasmânia, na Austrália, e publicada pelo jornal Daily Mail.

Segundo o estudo, realizado com 400 homens e mulheres entre 18 e 35 anos, os que consomem a mistura têm seis vezes mais chances de sentir o coração acelerado do que os que ingerem apenas a bebida alcoólica. Apresentam também quatro vezes mais problemas para dormir, assim como tremores, irritabilidade e momentos de exaustão.

O que provoca os sintomas é a cafeína, já que as bebidas do tipo energético contêm aproximadamente 80mg da mesma. É o equivalente a uma xícara de café instantâneo.

A pesquisa, porém, também mostra que as pessoas que consomem as duas bebidas juntas tendem a abusar menos do álcool. Os autores do estudo admitem, no entanto, que o assunto deve ser estudado ainda mais. Lembram que investigações anteriores já provaram a associação entre energéticos e problemas cardíacos por aumentar a pressão arterial. A conclusão, portanto, é que os amantes da bebida devem estar alertas quanto à dose de consumo.
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sábado, 18 de agosto de 2012

Serpro investe na ampliação de serviços de atendimento ao cidadão

da Agência Brasil:
Brasília – O Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro), empresa de tecnologia ligada ao Ministério da Fazenda, quer ampliar os serviços de atendimento ao cidadão e passou a investir no desenvolvimento de aplicativos para dispositivos móveis, como tablets  [pranchetas eletrônicas] esmartphones [celulares inteligentes].
Logo será possível, por exemplo, bloquear, por meio de um celular, com o envio de um SMS (serviço de mensagens curtas), os comandos de um veículo à distância. Outra novidade é que a declaração do Imposto de Renda poderá ser previamente preenchida pela própria Receita Federal para o contribuinte que tem apenas uma fonte de renda, bastando que ele dê o aval ao documento que será apresentado.
Os médicos da família do programa de atenção à saúde básica irão preencher eletronicamente o prontuário dos pacientes em qualquer região do país com equipamentos móveis e transmiti-los para os bancos de dados do Ministério da Saúde, da mesma forma que os pesquisadores do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) fazem atualmente, ao coletar dados durante o censo. O mesmo já ocorre na fiscalização de obras, procedimento que dá agilidade ao agente público para cumprir as tarefas.
Em entrevista à Agência Brasil, o diretor-presidente do Serpro, Marcos Mazoni, destacou que é importante para o governo acompanhar as mudanças que vêm ocorrendo com o uso da internet, já que grande parte dos acessos à rede mundial de computadores no país tem ocorrido por meio de dispositivos portáteis. Mazoni destacou que a necessidade de melhorar o atendimento ao cidadão, inclusive, por meio do governo eletrônico e também dos processos de gestão pública. Segundo ele, o governo também terá a sua "nuvem" computacional.
Eis a íntegra da entrevista:
Agência Brasil – O senhor poderia citar alguns dos projetos em andamento hoje no Serpro para facilitar a vida do cidadão?
Marcos Mazoni – Recentemente, lançamos dois aplicativos para tablets smartphones para atender ao contribuinte da Receita Federal – o Viajantes no Exterior e o Pessoa Física. O primeiro é um software da área aduaneira que ajuda o passageiro que retorna ao Brasil a cumprir as exigências da legislação a respeito de compras. O outro permite que o cidadão consulte os lotes do Imposto de Renda, por exemplo. Os dois foram projetados para iOS e para Android. O iOS é utilizado em equipamentos fabricados exclusivamente pela Apple, que tem entre seus produtos o iPhone, e o Android, desenvolvido pelo Google, que tem o código-fonte aberto e é usado por diversos fabricantes de equipamentos. 

Agência Brasil – Todos os serviços, no futuro, estão incluídos no projeto do Serpro?
Marcos Mazoni – Queremos que os aplicativos permitam que o cidadão tenha acesso aos serviços do governo onde ele estiver e quando ele quiser. Este é o nosso foco, mas a rigor, por enquanto, serão apenas os serviços que não necessitam de certificação digital. As mudanças também irão auxiliar os agentes públicos em suas tarefas. Temos o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), que faz a fiscalização de obras usando dispositivos móveis. Com esta agilidade, faremos o pagamento das obras de forma mais rápida e, conseqüentemente, o andamento dos projetos também se tornará mais rápido. Outro serviço que o Serpro está preparando é para mudar os procedimentos ligados ao preenchimento dos formulários usados pelos médicos da família na atenção básica à saúde. O profissional passará a usar um equipamento móvel, igual aos que o IBGE usa. O equipamento auxiliará o médico durante as visitas e permitirá a inclusão de dados no prontuário eletrônico para que possam ser transmitidos.


Agência Brasil – E na área de segurança pública?

Marcos Mazoni – Um dos nossos clientes é o Ministério da Justiça. O esforço é para que os agentes de segurança pública possam, cada vez mais, acessar os grandes sistemas de informação para saber, por exemplo, sobre veículos roubados ou se um cidadão tem algum mandado de prisão etc. Queremos facilitar a operação dos agentes que estão próximos ao cidadão. Um projeto do Departamento Nacional de Trânsito [Denatran], nosso grande cliente, com serviços móveis, diz respeito também à segurança dos veículos. Então, um dispositivo que possa desligar, em caso de roubo, o automóvel por meio de mensagem de SMS [mensagem curta de celular]. São atividades que estão em desenvolvimento e certamente estarão disponíveis para o cidadão brasileiro.
Agência Brasil – E o projeto do novo registro de identificação civil (RIC), do qual o Serpro também faz parte?
Marcos Mazoni – Está em andamento e vai agregar muitos serviços. O objetivo é finalizar o projeto no segundo semestre de 2013, iniciando a grande distribuição em 2014. É sabido que ele [RIC) não será apenas uma carteira de identidade [é parecido com um cartão de crédito e tem um chip com diversas informações]. A tecnologia permite, entre outras coisas, o acesso ao prontuário médico eletrônico, fazendo com que o cidadão possa levar para qualquer lugar suas informações de saúde. Além disso, permitirá o transporte de suas informações tributárias. O RIC permitirá o acesso a vários outros serviços que o cidadão demanda do Estado e que, hoje, precisam ser procurados em diversos sistemas. Isso será possível com o novo registro civil. É um serviço diretamente ligado ao cidadão. Facilita a questão do passaporte e dá mobilidade dentro e fora do país. E poderá ser levado para qualquer lugar onde o cidadão estiver, se assim ele entender como importante.

Agência Brasil –  E o fim da declaração do Imposto de Renda em 2014 para contribuintes com uma única fonte de renda, informação antecipada pela Agência Brasil em dezembro passado?
Marcos Mazoni – Estamos muito avançados tecnicamente, mas para o cidadão que não tem uma movimentação patrimonial grande. [O projeto] está praticamente concluído, sendo necessária apenas a decisão da Receita Federal quanto à adequação do desenvolvimento tecnológico de tal produto. É importante observar que a Receita tem um cuidado muito grande para tomar esse tipo de decisão. A implementação poderá ocorrer em 2013 [A Receita Federal informou à Agência Brasil que o projeto ficará para 2014]. Inicialmente, faremos com os funcionários públicos, já que o Serpro opera a folha de pagamento deles, e com os demais trabalhadores, depois. É importante observar que nós operamos com dados dos empregados que têm carteira assinada no país. Então, isso facilitaria muito uma declaração pré-elaborada. Não chegaria a ser o fim da declaração: o documento seria apresentado ao cidadão e, caso ele concorde, o que ele teria a fazer seria apenas dizer que está de acordo com os dados tributários ali inseridos e reenviá-los.


Agência Brasil – No momento, fala-se muito em computação em nuvem. O Serpro tem algum projeto neste sentido? [A computação em nuvem permite, por exemplo, que os usuários usem, sem instalar em seus computadores, programas armazenados em centros de dados].

Marcos Mazoni – É importante entender que estas novas tecnologias irão disponibilizar serviços em qualquer lugar, usando capacidade computacional distribuída. O Serpro tem hoje esta capacidade. Temos centros de dados em Brasília, em São Paulo e no Rio de Janeiro. Este ano, a declaração do Imposto de Renda Pessoa Física usou esta capacidade distribuída. Recebemos declarações em ambientes diferentes. mas como se fossem únicos. Então, o Serpro também está com a tecnologia em desenvolvimento. Estamos construindo uma nuvem pública do governo. É importante trabalhar com os dados do cidadão brasileiro em servidores próprios, em território nacional. Por isso, o Serpro está construindo essa nuvem, que chamamos de “nuvem privada” do governo. É estranho, já que pertence ao governo, mas com o objetivo de ter todas essas informações protegidas e a segurança necessária. Inicialmente, estará disponível o serviço de correio eletrônico para os servidores públicos, que poderá ser usado totalmente em tablets e telefones celulares, com a possibilidade de comunicação integrada. Será um grande ganho na agilidade da burocracia interna do governo. A partir desses testes passaremos a implementar outros serviços para a cidadania, ligados a áreas como saúde, segurança pública e Fisco, que serão utilizados por essas nuvens. E essas nuvens poderão repassar informações, aquelas que forem possíveis, às nuvens privadas.
Agência Brasil – Teremos grandes eventos no Brasil, como a Copa do Mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016. Como as novas tecnologias poderão ser utilizadas?
Marcos Mazoni – Por exemplo, todos os dados de entrada e saída de pessoas do país passam pelos computadores do Serpro, mesmo sendo uma atribuição da Polícia Federal fazer essa operação de solicitar o passaporte etc. Ou seja, a Polícia Federal, em eventos como a Copa da Mundo e as Olimpíadas, terá disponíveis dados como o número de pessoas de um determinado país que entrarão em território nacional, os destinos de maior interesse, e isso poderá inclusive gerar negócios. O Serpro é hoje a maior empresa pública de Tecnologia da Informação do governo brasileiro e, portanto, da América Latina.

Quase 700 sistemas
Dados solicitados pela Agência Brasil e repassados pelo Serpro indicam que a estatal opera quase 700 sistemas, como os sistemas integrados de Comércio Exterior (Siscomex), de Administração Financeira do Governo Federal (Siafi) e de Administração de Recursos Humanos (Siape), o Registro Nacional de Veículos Automotores (Renavam), o Receitanet (serviço eletrônico que valida e transmite, pela internet, as declarações de impostos e contribuições federais de pessoas físicas e jurídicas) e o Sisportos (Porto sem Papel), entre outros.
O Serpro foi criado em 1º de dezembro de 1964, tem sede em Brasília e está presente em 11 capitais: Belém, Fortaleza, Recife, Salvador, Brasília, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba, Porto Alegre e Florianópolis. Nos demais estados, a empresa mantém escritórios de serviço. Presta serviços em rede que abrange todo o território nacional.  
O número de empregados do Serpro está em torno de 11 mil, especializados tanto no segmento de tecnologia da informação quanto nas demais áreas de suporte aos negócios da empresa.
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terça-feira, 5 de junho de 2012

Troca de olhares com homens aumenta temperatura das mulheres, diz estudo

da BBC Brasil:
Técnicas de imagem por temperatura poderão
ser usadas em testes de detecção de mentiras
Uma simples e breve interação com um homem pode trazer um calor e brilho especiais ao rosto das mulheres, revela um novo estudo realizado na Grã-Bretanha.

Pesquisadores da Universidade de St. Andrews descobriram que a mera interação visual entre duas pessoas do sexo oposto pode causar um considerável aumento da temperatura do rosto das mulheres.

A equipe utilizou técnicas de imagens termais para detector as alterações perceptíveis nas mulheres heterossexuais durante encontros com outras pessoas.

Os cientistas ressaltaram que outros tipos de pesquisa podem se beneficiar da mesma técnica no futuro, entre elas a medição de níveis de estresse e detectores de mentiras.
Segurança nacional

Uma das principais autoras do estudo, Amanda Hahn, disse que os pesquisadores mensuraram a temperatura da pele na mão, braço, rosto e seios das mulheres que interagiram com homens.

Os resultados revelaram um aumento dramático no rosto, sendo que em alguns casos a temperatura chegou a se elevar em um grau.

"Esta mudança termal ocorreu em resposta a uma interação social simples, sem qualquer mudança de experiência emocional ou de excitação. De fato nossos participantes não relataram ter sentido desconforto ou constrangimento durante a interação", disse Hahn.

Em comparação, resultados das interações das participantes com outras mulheres não mostraram alterações.

O estudo deve ser publicado até o fim do mês no periódico Biology Letters.

David Perrett, outro cientista envolvido no estudo, diz que as técnicas de imagem termal poderão ser usadas até para defender interesses de um país em questão de segurança nacional.

"Nós estamos apenas começando a entender os usos potenciais das imagens por temperatura na medicina e elas podem ser muito úteis em assuntos de segurança nacional, área na qual as mudanças de temperatura da pele podem ser usadas como parte de testes de detecção de mentiras".

O próximo passo é determinar se essas mudanças no corpo das mulheres são detectadas por outras pessoas e se podem afetar interações sociais.
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sábado, 26 de maio de 2012

Internet é usada por 98% das empresas com mais de dez empregados no país

da Agência Brasil:
Brasília – O Ministério das Comunicações informou hoje (25) que 98% das empresas do Brasil com mais de dez funcionários estão conectadas à internet e 99% utilizam computadores em seus trabalhos. Os dados são da 7ª Pesquisa TIC Empresas 2011, feita pelo Centro de Estudos sobre as Tecnologias da Informação e da Comunicação (Cetic.br) do Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br), entidade composta por membros do governo, do setor empresarial, do terceiro setor e da comunidade acadêmica.

Todas as empresas pesquisadas com mais de 50 empregados utilizam a internet, segundo o relatório. A pesquisa indica também que 92% das companhias brasileiras já utilizam serviços de governo eletrônico, como consultas ao Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) da empresa (71%), pagamentos de impostosonline (63%) e a participação em licitações públicas (28%).

Segundo a pesquisa, 60% das empresas possuem um site ou uma página na internet, e 30% pretendem registrar um domínio nos próximos doze meses. Participaram da pesquisa 5,6 mil empresas com dez ou mais funcionários no Brasil.
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sexta-feira, 25 de maio de 2012

Emergentes impulsionam lares com um só morador

Da BBC Brasil em São Paulo:
Fábio Savino optou por morar só após temporada na
França
Com 12 milhões de pessoas que passam a morar sozinhas a cada ano no mundo, o número de lares com um único morador (também chamados de unipessoais) já é o maior da história e tem crescido a um ritmo acelerado, impulsionado, principalmente, por países emergentes como o Brasil.

Segundo dados da consultoria americana Euromonitor, mais de 270 milhões de pessoas ao redor do globo, ou quase 4% da população mundial, moravam sozinhas em 2011, um crescimento de 27,6% na comparação com 2006 e de 77% em relação a 1996.

O produtor de cinema carioca Fábio Savino, de 26 anos, é um deles. Após passar uma temporada na França, voltou ao Brasil decidido a sair da casa dos pais. Hoje, mora em um quarto e sala na Lapa, na região central do Rio de Janeiro.

"Buscava minha independência e, hoje, tenho maior autonomia, inclusive para minha atividade profissional, que requer muita concentração e flexibilidade. É complicado ficar avisando aos pais a hora que vou sair a todo momento", contou à BBC Brasil.

Tal fenômeno demográfico - já observado em economias consideradas mais avançadas, como Suécia e Noruega, que lideram o ranking - tem sido verificado, agora, nas nações emergentes, mas a um ritmo muito mais rápido.

Atualmente, os países em desenvolvimento respondem por quase a metade do lares unipessoais, ou 130,7 milhões de pessoas, contra 107,5 milhões em 2006, um aumento de 21,6%.

Os mesmos dados revelam que mais de 10% dos lares brasileiros já são habitados por um único ocupante, contra 25% na Rússia e 7% na China.

Em 1996, segundo a Euromonitor, essa taxa era de 8% no Brasil, 20% na Rússia e 6% na China.

Segundo Eric Klinenberg, professor de sociologia da Universidade de Nova York (NYU), nos Estados Unidos, que analisou por quase uma década o impacto do crescimento dos domicílios unipessoais nos Estados Unidos e no mundo, vários fatores explicam o fenômeno, entre os quais, o aumento da expectativa de vida, o crescimento no número de divórcios e a emancipação precoce dos jovens.

"Entretanto, nada disso seria possível sem a independência financeira. Por isso, não surpreende que países com altas taxas de crescimento econômico, como o Brasil e a China, sejam aqueles onde a população vivendo sozinha têm aumentado a um ritmo superior aos demais", afirmou Klinenberg à BBC Brasil.

Mas o sociólogo, que cunhou um termo para identificar quem mora sozinho ("singletons"), ressalva que nem sempre a riqueza de uma economia é sinônimo de mais pessoas vivendo só.

"Países árabes, como a Arábia Saudita, por exemplo, não apresentam taxas semelhantes por razões culturais", disse.

Impulso econômico

De maneira geral, entretanto, a prosperidade econômica explica o fenômeno. Prova disso foi que, com a crise nos Estados Unidos, caiu o número de pessoas morando sozinhas - jovens, em sua maioria, que, sem dinheiro, optaram por voltar para a casa dos pais, afirmou o sociólogo.

Ainda assim, o número de pessoas entre 18 e 34 anos vivendo só no país cresceu de 500 mil, em 1950, para 5 milhões, em 2010, um aumento de 900%.

De acordo com Klinenberg, 28% dos lares americanos são ocupados por apenas uma pessoa. No total, somam cerca de 30 milhões de pessoas, contra apenas 4 milhões (ou 10% dos domicílios) em 1950.

Solidão

A motivação principal para o aumento no número de pessoas morando sozinhas em todo o mundo, segundo Klinenberg, não está ligada ao "individualismo" ou a um mero instinto "narcisista".

Para ele, até mesmo em sociedades onde a família tem maior representatividade, como na Itália e no Japão, a tendência já é verificada há muito tempo - e não necessariamente pelo crescimento do número de idosos, que, por sua vez, também preferem cada vez mais viver só.

"Com maior independência financeira, as pessoas também querem maior liberdade de ir e vir. Estudos mostram que quem vive sozinho está longe de ser solitário; pelo contrário, possui até mais amigos de quem está casado ou mora em um coletivo", afirmou Klinenberg.

Uma pesquisa conduzida pela professora de sociologia Erin Cornwell, da Universidade de Cornell, entre 2000 e 2008, descobriu que pessoas com mais de 35 anos morando sozinhas seriam mais suscetíveis a ir a um evento social noturno com vizinhos e amigos do que aquelas casadas ou que viviam com seus parceiros.

"Embora viver só possa ser penoso, principalmente, para pessoas mais velhas, os benefícios são claros. Em minhas entrevistas, há, inclusive, idosos que optaram por continuar a viver sozinhos depois de ficarem viúvos para evitar conflitos familiares ou, até mesmo, aproveitar a liberdade da aposentadoria", concluiu.

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segunda-feira, 14 de maio de 2012

British Council investe R$ 1,6 milhão para apoiar bolsistas de baixa renda do Ciência sem Fronteiras

da Agência Brasil:
Brasília – Para auxiliar os bolsistas que vão estudar no exterior pelo programa Ciência sem Fronteiras (CsF), o British Council anunciou hoje (14) parceria com o Ministério da Educação (MEC) para oferecer livros e testes de proficiência gratuitos aos alunos de baixa renda. O investimento que será feito pela organização britânica em um ano de projeto é de R$ 1,6 milhão.

Das 20 mil bolsas que o CsF tem como meta distribuir ainda em 2012, cerca de 10 mil serão para o Reino Unido. Entre esses alunos, aqueles de baixa renda serão o público-alvo da parceria com o British Council.

Os estudantes brasileiros que conseguem uma bolsa para estudar em instituições estrangeiras pelo CsF precisam comprovar fluência em inglês, submetendo-se a testes de certificação como o International English Languages Testing System (Ielts), que é aplicado pelo British Council em mais de 100 países e custa R$ 440.

Os alunos de baixa renda, que serão indicados pelo coordenador do CsF de cada instituição, poderão fazer o teste gratuitamente. O British Council irá aplicar até 2 mil testes de graça. A parceria inclui também a doação de livros preparatórios para universidades e a aplicação de testes de nivelamento para que os estudantes possam conhecer melhor qual é o nível de conhecimento na língua.

O aluno selecionado para receber a bolsa do CsF pode passar até seis meses no país fazendo uma “imersão” na língua para só depois prestar o exame de certificação. Quem não é aprovado nesse quesito não pode iniciar os estudos na instituição estrangeira para a qual foi selecionado.

“Nós temos um grande desafio pela frente que é a proficiência em línguas. O mérito é inegociável, a condição para o aluno acessar o CsF é ter mais de 600 pontos no Enem”, disse o ministro da Educação, Aloizio Mercadante.

De acordo com o ministro, muitos jovens pobres têm tido um desempenho excelente no Exame Nacional do Ensino Médio e, portanto, estão habilitados a participar do programa CsF. No entanto, apresentam deficiência na formação da língua inglesa “Por isso estamos fazendo um esforço muito grande nessa direção [de melhorar o acesso ao estudo da língua]”, disse Mercadante.

Além dos 2 mil teste gratuitos e distribuição de 4 mil livros preparatórios, o British Council irá lançar um sitepara disponibilizar materiais preparatórios para o exame. Outra meta é ampliar o número de cidades em que há aplicação do Ielts – hoje são apenas 17 em todo país. Para isso, será utilizado os campi dos institutos federais de educação profissional e tecnológica.
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sexta-feira, 11 de maio de 2012

Operadoras de telefonia apresentam recursos ao leilão para tecnologia 4G

da Agência Brasil:
Brasília – A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) recebeu hoje (10), de operadoras de telefonia, sugestões de mudanças e pedidos de impugnação a alguns itens do edital do leilão referente a faixas de frequência para a tecnologia 4G, previsto para 12 de junho.

Os pedidos foram apresentados pelas empresas TIM, Vivo, Claro, Oi e pela sueca AINMT. A Anatel porém não deu detalhes sobre a motivação dos pedidos. O Conselho Diretor da agência tem prazo, até 5 de junho, para dar a resposta ao pedido das operadoras.

A Oi informou, por meio de sua assessoria de imprensa, que apresentou à Anatel apenas uma sugestão para que os nomes das empresas que não vão disputar os lotes regionais sejam divulgados sete dias antes da entrega dos envelopes com propostas de preços.

A expectativa da Anatel é arrecadar pelo menos R$ 3,8 bilhões com o leilão, se todos os lotes forem vendidos. O vencedor da licitação será aquele que oferecer o maior preço pela outorga de cada um deles. A tecnologia 4G permite multiplicar por dez a atual velocidade do acesso à internet.
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quarta-feira, 25 de abril de 2012

Estudo vai avaliar estado de saúde dos adolescentes brasileiros

do Portal oglobo/saude:
Objetivo é identificar fatores de risco de doenças cardiovasculares e diabetes

RIO - O estilo de vida no Brasil está mudando e, com ele, os números de males como obesidade, diabetes e doenças cardiovasculares na população estão crescendo, consequência dos maus hábitos alimentares e da grande proporção do sedentarismo. Para entender qual a influência desses comportamentos, entre outros, no estado de saúde dos adolescentes, começa nesta quarta-feira uma das maiores avaliações desta faixa etária no país, o Estudo de Riscos Cardiovasculares em Adolescentes (Erica). Encomendado pelo Ministério da Saúde, o Erica vai visitar escolas de todas as regiões, pesquisando um total de 75 mil jovens.

- O objetivo é conhecer quantos adolescentes têm problemas considerados fatores de risco de doenças cardiovasculares e orientar políticas de atenção a esta faixa etária. Poderemos avaliar a melhor forma de intervir: incentivar a prática de atividade física? Melhorar a alimentação? - explica Kátia Bloch, pesquisadora da UFRJ e coordenadora executiva do projeto: - Como vamos visitar escolas de todo o país, teremos uma amostra representativa das regiões, pois poderemos comparar os dados com diferenças socioeconômicas, por exemplo.

O projeto envolve especialistas de 23 instituições de pesquisa, universidades e hospitais. Eles vão examinar e aplicar questionários a alunos de 12 a 17 anos, começando pelos cariocas. Nesta quarta, visitam a Escola Municipal Alencastro Guimarães, em Copacabana. Os testes vão medir os índices e traçar perfis da prática de atividades físicas, consumo de álcool, tabagismo, hábitos alimentares e histórico familiar de doenças. Além disso, os adolescentes passarão por medição de cintura, peso, estatura, pressão arterial e exames de sangue, que avaliarão a presença de indicadores de diabetes, obesidade, risco cardiovascular e inflamatórios. Os responsáveis também vão responder a questionários, para confirmar algumas informações.

Além do Rio, onde mais duas escolas serão visitadas nos próximos dias, a primeira etapa do projeto inclui quatro cidades: Feira de Santana, na Bahia; Cuiabá, no Mato Grosso do Sul; e Campinas e Botucatu, em São Paulo. A expectativa é de que, até o fim do primeiro semestre, 1200 alunos sejam avaliados. A partir daí, os pesquisadores vão avaliar a metodologia para estender o projeto a todo o país. O prazo para encerrar o projeto é 2015.

- Esse tipo de dado no Brasil é recente. Esse estudo dará uma ampla dimensão de como vai a saúde dos jovens brasileiros e, depois de encerrado, voltaremos a algumas das cidades para fazer um acompanhamento de certas subamostras - conclui Kátia.

No Rio, número de jovens com sobrepeso e obesidade mais que dobrou em 25 anos

Enquanto os resultados não são divulgados, no Rio, os especialistas podem se debruçar sobre os novos dados do “Estudo do Rio de Janeiro”. Realizado a partir 1987, o projeto acompanhou 3.906 meninos e meninas entre 10 e 15 anos de diversas partes do Grande Rio, para mostrar a evolução do número de pessoas que chegam à vida adulta com problemas cardiovasculares relacionados à obesidade.

O estudo está em fase de encerramento e, 25 anos depois de ser iniciado, mostra que 30% da população acompanhada têm pressão alta e 40%, sobrepeso e obesidade. Esses números eram de 9% e 15%, respectivamente, quando os voluntários ainda eram adolescentes.

- Os que tinham hipertensão aliada a sobrepeso ou obesidade apresentaram até quatro vezes mais chances de permanecerem com o mesmo perfil na fase adulta - explica Roberto Pozzan, um dos autores do estudo.

Um dos problemas identificados nesta fase final do estudo foi o enrijecimento precoce das artérias, comum a partir dos 40 anos: 30% dos voluntários entre 25 e 30 anos apresentaram este quadro, consequência da hipertensão e do sobrepeso, que aumentam a produção de substâncias inflamatórias facilitando a aderência de placas de gordura nas paredes das artérias, o que diminui a flexibilidade dos vasos. Pozzan explica que as consequências podem ser infarto, derrame, desenvolvimento de doença renal, dificuldade de lidar com o estresse físico e atividades cotidianas, como subir escadas.

Segundo o especialista, o crescimento do número de jovens em situação de risco está relacionado, entre outras coisas, com a expansão do poder de compra, o que leva a hábitos alimentares errados, como maior consumo de fast food, por exemplo. Os voluntários foram avaliados em cinco etapas diferentes e acompanhados em locais como a escola e as próprias casas, para avaliar hábitos alimentares, rotina e o perfil clínico dos familiares. O sedentarismo não teve muita influência no aumento do número de jovens em situação de risco, já que todos praticavam atividades físicas das escolas. No entanto, isso não ocorreu com a alimentação.

- Ficou claro como os hábitos de vida dos adultos influenciam os dos adolescentes em casa - alerta Pozzan.

Os dados serão apresentados no Congresso da Sociedade de Cardiologia do Estado do Rio de Janeiro, que começa na próxima quinta-feira.
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terça-feira, 24 de abril de 2012

Governo quer qualificar 100 mil mulheres até 2014

da Agência Brasil:
Brasília - Até 2014, cerca de 100 mil mulheres deverão ser beneficiadas pelo programa Mulheres Mil, concebido para que elas recebam melhor educação e qualificação e tenham inserção igualitária no mercado de trabalho, informou hoje (24) o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, após reunião entre o governador-geral do Canadá, David Johnston, e a presidenta Dilma Rousseff, no Palácio do Planalto.

“O Brasil tem interesse em continuar a parceria com o governo do Canadá por ser um país que prioriza a educação. Uma de nossas metas é ampliar o número de vagas para que essas mulheres tenham acesso à educação e se tornem profissionais melhores. O programa Mulheres Mil está virando ‘Mulheres Dezenas de Milhares’”, disse o ministro.

Na reunião, o governo do Canadá ainda anunciou a doação de 12 mil bolsas para estudantes brasileiros no país que fazem parte do programa Ciência sem Fronteiras.

"Esse projeto de formação e capacitação de mulheres é estratégico em um país como o nosso, não só porque as mulheres ocupam na sociedade brasileira um papel de destaque quando se trata do cuidado com a família e dos filhos, mas também porque nós estamos em um processo de assegurar e de garantir uma presença de mulheres na sociedade brasileira. Por isso também, além do Ciência sem Fronteiras, nós agradecemos a parceira do Canadá no Mulheres Mil, que nós queremos que seja 'Mulheres Um Milhão'", afirmou a presidenta.

Também participaram da reunião entre Dilma e Johnston os ministros da Ciência e Tecnologia, Marco Antônio Raupp, e o ministro interino de Relações Exteriores, Rui Nogueira.
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quarta-feira, 18 de abril de 2012

Pesquisa mostra que existem 99 milhões de computadores em uso no Brasil

da Agência Brasil:
São Paulo - Há no Brasil 99 milhões de computadores em uso, somados os utilizados no ambiente corporativo e no doméstico, o que representa cerca de um equipamento para cada dois habitantes. Os dados são da 23ª Pesquisa Anual de Tecnologia da Informação (TI), divulgada hoje (18) pelo Centro de Tecnologia de Informação Aplicada da Escola de Administração de Empresas de São Paulo, da Fundação Getulio Vargas (FGV).

O levantamento mostra que o total de computadores em uso no país dobrou nos últimos quatro anos e que, em 2012, devem ser vendidos mais 17,9 milhões de unidades. A pesquisa estima que, em seis anos, o Brasil passará a ter um computador por habitante.

O percentual de computadores por habitante no Brasil (cerca de 51%) coloca o país acima da média mundial (42%). Nos Estados Unidos, há cerca de 354 milhões de computadores, ou 114% da população.

Já o número de telefones em uso no Brasil é 300 milhões, ou 153% da população, mesmo percentual encontrado nos Estados Unidos. No mundo, a média é 108%.
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quinta-feira, 5 de abril de 2012

Aprovação de Dilma sobe cinco pontos e atinge 77 por cento

Dilma Rousseff procura mostrar um estilo firme na substituição
 de ministros acusados de irregularidades
Brasília (AE) - A aprovação pessoal da presidenta Dilma Rousseff subiu cinco pontos em três meses e chegou aos 77%, revelou ontem a nova pesquisa CNI/Ibope. É um índice superior ao que tinham, neste mesmo período de governo, os seus dois antecessores. Fernando Henrique Cardoso havia alcançado 57% e Luiz Inácio Lula da Silva, 60%. A avaliação de governo se manteve no patamar de dezembro, com 56% de "ótimo" e "bom". A administração foi considerada "regular" por 34% dos consultados, e outros 8% a definiram como "péssima". 

A exemplo de Lula, foi também no Nordeste que Dilma obteve sua maior aprovação: 82%, seis pontos porcentuais acima do conseguido na pesquisa anterior. Essa média é maior também em cidades pequenas, onde alcança 79%. No Sudeste, a popularidade da presidenta saltou de 69% para 75% entre dezembro e agora. 

A pesquisa mostrou, ainda, que a atual política de combate à inflação é aprovada por 42% dos consultados (eram 39% em dezembro). As medidas adotadas pelo governo contra a pobreza e a fome são aprovadas por 59%. 

Ao lado das boas notícias para a presidenta, a pesquisa aponta, em seu conjunto de políticas, alguns números negativos, principalmente no que se refere à carga tributária, juros, saúde e segurança. A carga tributária é considerada alta por 65%. A atual situação da saúde é reprovada por 63%, a política de juros é rejeitada por 55% e 61% criticam a política de segurança. 

"O estilo da presidenta, mostrando firmeza na substituição de ministros e no relacionamento com a base aliada no Congresso, parece estar tendo uma empatia melhor com a população, que vê Dilma Rousseff mais presente na administração do governo", disse, sobre os novos números, o gerente executivo da Unidade de Política Econômica da Confederação Nacional da Indústria, Flávio Castelo Branco. Segundo ele, "a leitura é que ela transmite para a população uma personalidade própria, com característica diferente em relação ao antecessor".

Indicadores de bem-estar são favoráveis 

A aprovação recorde de 77% da presidenta Dilma Rousseff, divulgada nesta quarta-feira pela pesquisa CNI/Ibope, é vista pelos analistas políticos como um indicador do bem-estar da população diante dos altos níveis de emprego e da elevada expectativa de consumo. Para os cientistas, independentemente da firmeza de Dilma no trato com a classe política e seu "estilo próprio de governar", a popularidade da presidenta e de seu governo continuará em alta enquanto o desemprego estiver em baixa e o brasileiro se mantiver disposto a gastar."O principal ponto da pesquisa é que o brasileiro está muito bem, obrigado, e a pesquisa é um indicador de bem-estar", resumiu o cientista político da Fundação Getúlio Vargas (FGV) Fernando Abrucio.

Com os números da economia apontando que o País se aproxima do pleno emprego (a taxa oficial de desemprego divulgada pelo IBGE registrou 5,70% de desemprego em fevereiro), que a massa salarial cresceu e que há uma ascensão da classe C, a população percebe que não houve decréscimo de sua qualidade de vida durante o governo Dilma. "Enquanto o desemprego e o consumo tiverem índices altos, a popularidade estará alta", avaliou Carlos Melo, do Instituto de Ensino e Pesquisa (Insper). "Se o desemprego fosse alto e a expectativa de consumo fosse baixa, não teria faxina ou atributo pessoal nenhum que segurasse essa aprovação", emendou.

Rafael Cortez, da Tendências Consultoria Integrada, acredita que Dilma se beneficia não só da situação econômica do País, mas também de seu embate com a base aliada. "A presidenta tem uma imagem positiva junto ao eleitorado que decorre em parte do aquecimento do mercado de trabalho, mas tem sua explicação central na imagem de que Dilma tem baixa tolerância com o Congresso", afirmou.

Para Fernando Abrucio, a imagem que a população tem do Congresso já é ruim e, ao ser confrontada pelos aliados no Parlamento, Dilma ganhou o respaldo imediato do eleitorado. "Quando o Congresso tenta emparedar a presidenta e ela age de maneira sóbria e séria, a população fica do lado da presidenta", analisou. "Os eleitores olham para o Congresso e veem chantagem, um Congresso que não consegue se autopunir", concordou Melo. A tendência, segundo Abrucio, é de que o caso envolvendo o senador Demóstenes Torres (ex-DEM/GO) agrave a visão que a população tem do legislativo. "A imagem do Congresso é muito ruim e o caso Demóstenes não se restringe ao senador. O caso dele afeta ainda mais a imagem do Congresso", completou.

Os analistas acreditam que o alto nível de aprovação pessoal indica também que Dilma agrada lulistas e antilulistas, satisfaz o eleitorado que reprova o comportamento dos parlamentares e os que avaliam como positiva a política econômica e seu estilo próprio de governar. "Ela se favorece, seja de uma forma ou de outra. Ela soma ao invés de subtrair", afirmou Abrucio.

Impostos

O que mais chamou a atenção dos cientistas políticos foi o item da pesquisa que apontou que 65% dos entrevistados estão insatisfeitos com a carga tributária. "Isso é recente e tem a ver com a ascensão da classe C, que se deu conta de que paga mais impostos", disse o analista da FGV. "Hoje, com a carteira assinada, o brasileiro vê os descontos no contracheque", apontou Melo. A pesquisa CNI/Ibope também colocou as áreas da saúde e segurança como setores em que o governo federal é reprovado, mas, de acordo com Abrucio, esses dois temas estão entre as grandes preocupações dos brasileiros nos últimos 10 anos.
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domingo, 1 de abril de 2012

Governo quer levar banda larga para todo o país

do Portal tribuna do norte:
O Brasil prepara o lançamento de um satélite geoestacionário de comunicação para proporcionar banda larga a todos os municípios do país, anunciou na semana passada em Nova Délhi o ministro da Ciência e Tecnologia, Marco Antônio Raupp,que participa da comitiva da presidente Dilma Rousseff, no país asiático para o encontro do Brics, que acontece nesta semana.

O país busca na Índia uma cooperação técnica para o satélite, cuja construção e lançamento, sob responsabilidade da Telebras e da Embraer, tem um custo avaliado de R$ 750 milhões. Apenas o lançamento custará US$ 80 milhões, cerca de US$ 150 milhões.

"Vamos fazer um concurso internacional que abre a possibilidade a uma cooperação tecnológica importante", disse o ministro. O satélite de comunicação dará opção a todos os municípios brasileiros a acessar a banda larga para os serviços de internet e telefonia móvel 3G.

Brasil, Índia e África do Sul - três integrantes do grupo dos emergentes Brics, ao lado de China e Rússia - também discutirão nos próximos dias o lançamento de outro satélite para a observação do clima no Atlântico Sul, o que permitirá fazer as medições necessárias para "entender as anomalias com o campo magnético terrestre que deixam passar as radiações ultravioletas".

Com a China, país com o qual mantém uma intensa cooperação desde os anos 80 - com o lançamento conjunto de três satélites -, o Brasil prevê o lançamento de um satélite este ano e outro em 2014, informou o ministro, que considera "estratégica" a cooperação Sul-Sul.

Durante a visita bilateral à Índia, Raupp assinou com as autoridades indianas um acordo para o programa "Ciências Sem Fronteiras", que permitirá o treinamento no exterior de estudantes e especialistas brasileiros nas áreas das ciências naturais e engenharia.

Cooperação em ciência e tecnologia

As autoridades da Índia serão as primeiras na Ásia a formalizar parceria com o Brasil no programa Ciência sem Fronteiras, lançado em julho de 2011, e que pretende enviar para o exterior, em 4 anos, 75 mil estudantes - desde alunos de graduação até cientistas com pós-doutorado. A presidente Dilma Rousseff elogiou os avanços conquistados pelos indianos em ciência, tecnologia e inovação. "Os brasileiros admiram a capacidade da Índia de combinar valores milenares com avanços notáveis em ciência, tecnologia e inovação", disse.
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Ministério das Comunicações lança edital do projeto Cidades Digitais

da Agencia Brasil:
O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, assina hoje (28) o edital de seleção para os municípios que vão participar do projeto-piloto das Cidades Digitais. Será às 11h no ministério.

O edital vai selecionar 80 municípios para o projeto piloto e dará preferência, entre outros aspectos, às cidades com até 50 mil habitantes, com prioridade às regiões Norte e Nordeste e aos municípios com menor Índice Firjan de Desenvolvimento Municipal (IFDM).

O edital atenderá, necessariamente, uma cidade por unidade da Federação. Uma das ações previstas é o desenvolvimento de projetos com micro e pequenas empresas, tendo como objetivo o desenvolvimento local.

O projeto Cidades Digitais modernizará a gestão das cidades com a implantação de infraestrutura de conexão de rede entre os órgãos municipais e os equipamentos públicos locais, melhorando o acesso da comunidade aos serviços do governo.
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sábado, 31 de março de 2012

Estudo do Ipea aponta soluções para melhorar o acesso à banda larga no país

da Agência Brasil:
Brasília - Para ampliar o acesso da população à internet de alta velocidade, o país deve investir em novas formas de acesso à rede, como o telefone móvel e o televisor, além de oferecer planos de internet pré-paga, tarifas diferenciadas e investir na capacitação da população. Essa é uma das conclusões do estudo Panorama da Comunicação e das Telecomunicações no Brasil 2011/2012, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) em parceria com a Federação Brasileira das Associações Científicas de Comunicação (Socicom).

Segundo o artigo do pesquisador Rodrigo Abdalla Filgueiras do Ipea, a atual política de desoneração de tributos para computadores pessoais não é suficiente para aumentar o uso de computadores em domicílios aos patamares almejados pelo Plano Nacional de Banda Larga (PNBL).

“Novas formas de acesso – em especial o telefone móvel e o televisor – devem ser consideradas como opções de acesso à internet pela população de baixa renda e, consequentemente, na política de desoneração fiscal. Além disso, mais telecentros públicos devem ser colocados à disposição da população como forma complementar de acesso à internet”.

O pesquisador também disse que a capacitação da população avança em ritmo mais lento que o desejado pelo PNBL e aponta a necessidade de estimular a criação de novos cursos e ampliar vagas nos já existentes, utilizando, por exemplo, o Sistema S.

Em relação ao pagamento pela internet banda larga, o pesquisador sugere que seja ampliada a oferta de planos pré-pagos e de preços fracionados para acesso à internet. Segundo ele, em vez de planos mensais, é necessário oferecer acessos por faixas de horário ou capacidade de tráfego. “A inclusão digital das famílias na base da pirâmide também depende da criação de modelos de negócios inovadores, condizentes com sua disponibilidade de renda”.

Outro artigo do estudo, escrito pelos pesquisadores do Ipea Rodrigo Abdalla Filgueiras de Sousa e Carlos Roberto Paiva da Silva, sugere o uso de satélites na formação da infraestrutura de comunicação do país, especialmente para a expansão da banda larga. “Um país de tamanho continental, como é o caso do Brasil, não pode prescindir do uso do satélite na formação de sua infraestrutura de comunicação”.
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segunda-feira, 26 de março de 2012

Exame de sangue que detecta câncer de pulmão é testado

do Portal globo.exame:
Ensaio clínico na Escócia reunirá principalmente fumantes; expectativa é reduzir mortes
Fumantes serão a maioria entre os participantes do ensaio
clínico no Reino Unido Reprodução  
NOTTINGHAM, Inglaterra — O câncer de pulmão mata cerca de 35 mil pessoas por ano na Grã-Bretanha, muitas delas, fumantes. A esmagadora maioria, 93%, morre até cinco anos após o aparecimento dos sintomas. Mas este quadro promete mudar: um exame de sangue capaz de detectar a doença em estágio precoce será testado em milhares de fumantes, usuários do sistema de saúde pública local, o NHS.

Espera-se que o novo exame, desenvolvido na Grã-Bretanha e já em teste também nos Estados Unidos, reduza drasticamente o número de mortes e as despesas provocadas pela doença, além de levar a uma nova análise da maneira como o câncer é diagnosticado e tratado.

Secretário de Saúde na Escócia, Harry Burns disse que o ensaio clínico envolverá dez mil pessoas, a maioria delas fumantes, com alto risco de desenvolver a doença. Caso se mostre eficaz, o exame, que atualmente custa em torno de 200 libras por pessoa, poderia ser estendido a toda a nação e oferecido pelo sistema público de saúde.

— O diagnóstico precoce do câncer faz com que tenhamos mais chance de tratá-lo com sucesso, e, atualmente, 85% dos pacientes só têm o diagnóstico quando a doença está em estágio avançado — disse Burns ao jornal “The Guardian”, acrescentando que a análise deve aumentar o número de diagnósticos precoces em 25%.

O criador do teste é John Robertson, professor de cirurgia na Universidade de Nottingham. Segundo ele, ensaios clínicos feitos nos Estados Unidos melhoraram o prognóstico de um número considerável de pacientes. Agora, Robertson espera desenvolver formas de detectar precocemente outros tipos de câncer:

— Estamos trabalhando duro para trazer a detecção precoce de câncer de mama ao mercado no próximo ano. Também estamos trabalhando em exames capazes de diagnosticar cânceres de próstata, cólon e ovário. E um exame de sangue capaz de ajudar a detectar todos os tumores cancerígenos continua sendo o objetivo do nosso trabalho.
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domingo, 25 de março de 2012

BNDES e Finep devem aumentar em 50% desembolsos para projetos de inovação

da Agência Brasil:
São Paulo – O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), empresa pública vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, devem aumentar os desembolsos para projetos de inovação em cerca de 50%.

“Tanto o BNDES quanto a Finep têm uma carteira crescente de projetos para inovação. No ano passado, já tivemos um aumento significativo nas nossas carteiras, desembolsamos mais de R$ 3 bilhões em inovação. Neste ano, esperamos que essa cifra cresça substancialmente. Esperamos ultrapassar a marca de 4,5 bilhões”, disse o presidente do BNDES, Luciano Coutinho, após se reunir com empresários da Confederação Nacional da Indústria (CNI).

O presidente da confederação acrescentou que a indústria, com o apoio do BNDES, deverá investir, nos próximos dois anos, cerca de R$ 1,7 bilhão na instalação de 32 laboratórios e centros de pesquisa de ponta, de acordo com a vocação de cada região do país. “Por exemplo, no Acre, vamos colocar centro de tecnologia voltado para a madeira; no Amazonas, [voltado à área] de biotecnologia”.

Desse dinheiro, R$ 1,4 bilhão deverá ser financiado pelo BNDES. Os centros têm prazo de dois anos para ser construídos e estão sendo projetados pelo instituto alemão Fraunhofer, “a melhor experiência que há no mundo de trabalho de laboratório em rede voltados à inovação e tecnologia”, segundo destacou o presidente da CNI.
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sexta-feira, 23 de março de 2012

Índia será o primeiro emergente a abrir vagas nas universidades locais para bolsistas brasileiros

da Agência Brasil:
Brasília - Brasil e Índia devem assinar um acordo de cooperação no âmbito do programa Ciência sem Fronteiras, que financia bolsas para estudantes brasileiros em instituições estrangeiras de ensino superior. A parceria deverá ser formalizada na visita que a presidenta Dilma Rousseff fará à Índia, no dia 29, para participar da quarta reunião dos chefes de Estado do Brics, acrônimo que identifica o bloco de países emergentes formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul.

Além da reunião do bloco, Dilma visitará a presidenta da Índia, Pratibha Patil, e o primeiro-ministro, Manmohan Singh.

“No caso da Índia, é a primeira vez que implementaremos o programa com um país em desenvolvimento - e um país do Brics. Já aprofundamos as discussões e já identificamos as instituições que deverão participar do programa, que estão nas cidades de Nova Delhi, Mumbai e Bangalore”, informou a subsecretária-geral de Política do Itamaraty, embaixadora Maria Edileuza Fontenele Reis.

Ainda não está definido o número de estudantes que devem participar do programa com a Índia, mas os bolsistas serão selecionados para estudar em centros de ensino voltados às áreas de ciência e tecnologia, engenharia genética, ciências e tecnologia aeroespacial.

Os dois países também devem assinar acordos nas áreas de meio ambiente, cultura, relações consulares, promoção da igualdade de gênero e tecnologia e inovação.
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sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Pesquisa revela principais causas da dor de cabeça

do Portal Saúde S/A:
Pesquisa realizada pela Claudia Checchia e encomendada pela Neosaldina, entrevistou cerca de 1.600 pessoas de 5 cidades, visando descobrir quais as principais causas da dor de cabeça nas grandes metrópoles. O estudo aconteceu nas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Salvador e Goiânia, e ocorreu no período de agosto a outubro de 2009.

“A pesquisa mostrou que os consumidores estão informados e conseguem identificar as causas para sua dor de cabeça, inclusive as menos óbvias, como problemas de postura e excesso de sol. Apenas 7% dos entrevistados respondeu que desconhecia a causa de seu incômodo” argumenta Renato Suzuki, gerente de marca OTC da Takeda, laboratório fabricante da Neosaldina.

O estresse, a fome e o esforço visual foram os mais citados. Sendo que 47% dos entrevistados indicaram o estresse e as tensões psicológicas como as principais causas. Em seguida e quase empatados vêm a TPM, a gripe e o resfriado (11%) e o esforço visual e causas relacionadas à qualidade ou quantidade de sono (10%). Para um número reduzido de pessoas, a fome e a tensão física (8%), o excesso de álcool (7%), os fatores externos, como luz, barulho e poluição (6%), os problemas de postura e coluna (6%) e o excesso de sol (5%) também são desencadeadores da dor de cabeça.

O levantamento foi feito pela empresa Claudia Checchia, consultoria especializada em pesquisa de mercado, e entrevistou cerca de 1.600 pessoas em São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Salvador e Goiânia, no período de agosto a outubro de 2009.
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quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Brasil e China vão construir centro de nanotecnologia em Campinas

da Agência Brasil
O ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Aloizio Mercadante, disse hoje (3) que o governo brasileiro vai construir um centro de pesquisas em nanotecnologia em Campinas, em uma parceria com a Academia Chinesa de Ciências. O centro deve realizar pesquisas em biotecnologia e outras ciências especiais.
O ministro acertou nesta quarta-feira detalhes da parceria em uma reunião com representantes da academia chinesa durante o 4º Congresso Brasileiro de Inovação na Indústria. De acordo com o ministro, o memorando que formalizará o acordo será assinado durante uma viagem que ele fará à China e também à Coreia do Sul, nos próximos dias.
Mercadante disse que o centro deve custar R$ 10 milhões, investimento que será dividido entre os dois países. Segundo o ministro, o Brasil vai firmar com a academia convênios para pesquisas em ciências da computação, ciências espaciais e sobre mudanças climáticas.
De acordo com ele, o Brasil negocia, na Organização das Nações Unidas (ONU), a instalação de um centro internacional de formação de pesquisadores sobre biodiversidade no país. Ainda este ano, a ONU deve lançar um plano sobre biodiversidade. Caso aprovado pela ONU, o centro de formação seria instalado em Manaus, segundo o ministro. Mercadante lembrou que a unidade poderia usar as instalações do Centro de Biotecnologia da Amazônia (CBA), que já tem sede na cidade.
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