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terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

Arábia Saudita, Rússia, Venezuela e Catar vão congelar produção de petróleo

Da Agência Lusa

Os governos da Arábia Saudita, Rússia, Venezuela e Qatar decidiram hoje congelar a produção de petróleo nos níveis de janeiro, informou o ministro da Energia e Indústria do Catar e presidente de turno da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), Mohamed Saleh al Sada, durante entrevista em Doha.

"Com o objetivo de estabilizar o mercado do petróleo, acordamos congelar a produção nos níveis de janeiro", disse ele. Adiantou esperar que os outros países produtores de petróleo, sejam ou não membros da Opep, apliquem a mesma iniciativa.

O ministro anunciou que liderará uma ronda de contatos com outros países como o Irã e o Iraque. Na entrevista, também estiveram presentes o ministro do Petróleo e Recursos Minerais saudita, Ali al Nuaimi, o titular da Energia russo, Alexander Novak, e o ministro do Petróleo venezuelano, Eulogio del Pino.
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terça-feira, 9 de fevereiro de 2016

Agência de Energia descarta aumento dos preços do petróleo a curto prazo

Da Agência Lusa

A Agência Internacional de Energia (AIE) rejeitou nesta terça-feira (9) as previsões que apontam para uma desaceleração da queda do preço do petróleo, realçando que não vislumbra um aumento dos preços a curto prazo.

No seu relatório mensal sobre o mercado do petróleo em fevereiro, a AIE desmontou as principais suposições sobre o excesso da oferta global, que foi responsável por uma queda de mais de 70% dos preços no último ano e meio.

Segundo a organização, a especulação sobre a existência de um acordo entre a Organização dos Países Exportadores (OPEP) e os principais produtores que não pertencem à organização para reduzir a produção não é mais do que “uma mera conjectura”.

O documento acrescenta que, apesar da crença de que a produção não vai aumentar tanto em 2016 como em 2015, a produção no Iraque atingiu um novo recorde em janeiro, com indícios de que a Arábia Saudita aumentou as ordens de produção e que no Irã também acelerou sua produção, depois do levantamento das sanções.

A AIE também tem dúvidas sobre a possibilidade de a queda dos preços do petróleo levar a um aumento da procura, estimando mesmo uma desaceleração do crescimento do consumo para este ano.

O organismo alerta que o excedente da oferta face à procura no início de 2016 ainda é maior do que o previsto no relatório anterior. “Se estes valores se confirmarem, num mercado inundado de petróleo, é difícil perceber como é que os preços de petróleo poderiam aumentar significativamente a curto prazo”, concluiu.
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terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

Produção de petróleo no Brasil cresce 8% em 2015, diz ANP

RIO DE JANEIRO (Reuters) - A produção de petróleo no Brasil em 2015 cresceu 8 por cento ante o ano anterior, diante do aumento da extração nos poços do pré-sal, segundo dados publicados nesta terça-feira pela autarquia do segmento de petróleo (ANP).

A produção média da commodity no ano passado somou 2,437 milhões de barris de petróleo por dia (bpd), ante a média de 2,253 milhões bpd registrada em 2014, informou a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), em boletim mensal.

Em dezembro de 2015, o país produziu 2,532 milhões de bpd, alta de 6,4 por cento ante o mês anterior, quando houve uma greve dos petroleiros com forte impacto na produção de petróleo. Já na comparação com dezembro de 2014, a produção de petróleo avançou apenas 1,4 por cento.

A produção do pré-sal em dezembro de 2015, oriunda de 52 poços, foi de 875 mil bpd e 34,3 milhões de m³/d de gás natural, totalizando 1,091 milhão de barris de óleo equivalente por dia (boe/d). O volume é 6,6 por cento maior que o registrado no mês anterior e 33,7 por cento superior a dezembro de 2014.

Veja na tabela abaixo detalhes dos volumes produzidos pelas dez principais empresas em dezembro, por concessionário, com dados comparativos do mesmo mês de 2014:

Concessionário Petróleo Gás Produção Produção

(bpd) Natural total 2015 total 2014

(mil m3/d) (boe/d) (boe/d)

1 Petrobras 2.088.618 80.296 2.593.679 2.585.013

2 BG Brasil 162.022 6.924 205.572 134.951

3 Repsol Sinopec 49.556 1.588 59.546 51.203

4 Petrogal Brasil 44.387 2.128 57.773 32.897

5 Statoil Brasil 55.962 76 56.438 44.498

6 Sinochem Petróleo 37.308 50 37.625 29.665

7 Shell Brasil 32.437 323 34.471 54.781

8 Parnaíba Gás Natural 6 3.295 20.733 20.925

9 Queiroz Galvão 207 2.647 16.857 16.731

10 Chevron Frade 11.217 121 11.976 13.901

Fonte: ANP
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terça-feira, 26 de janeiro de 2016

Petrobras diz que não foi intimada sobre suspensão da venda de 49% da Gaspetro

Da Agência Brasil

A Petrobras informou hoje (26) que não foi intimada sobre a liminar concedida pelo juiz federal João Paulo Pirôpo de Abreu, da cidade de Paulo Afonso, na Bahia, que suspende a venda da participação de 49% da Petrobras Gás S.A (Gaspetro) pela companhia. Na operação, concluída no dia 28 de dezembro de 2015, a empresa japonesa Mitsui Gás e Energia do Brasil (Mitsui-Gás) desembolsou R$ 1,93 bilhão (US$ 700 milhões).

Em comunicado à Agência Brasil, a estatal disse que a defesa, mediante as medidas judiciais cabíveis, será feita oportunamente. A companhia destacou que a venda foi “realizada dentro da absoluta legalidade e aprovada, sem restrições, pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade)”.

No texto da decisão de ontem (25), o juiz determina indisponibilidade dos bens da empresa japonesa, o impedimento da Mitsui para executar e operar as atividades de distribuição de gás provenientes do negócio debatido nos autos. Além disso, pede que sejam intimadas a Petrobras, a Gaspetro e a Mitsui para apresentar à Justiça, no prazo de cinco dias, cópia de toda a documentação relativa à venda.

O juiz classificou a operação de "transação vultosa" e disse que, caso seja confirmada a ilegalidade, poderá provocar "grande prejuízo aos cofres públicos".

No dia de conclusão da compra da Gaspetro pela Mitsui, a Petrobras informou que, com os recursos, tinha sido atingida a meta do programa de desenvolvimento da empresa e que a operação, “realizada através de processo competitivo, faz parte do programa de desinvestimentos previstos no Plano de Negócios e Gestão 2015-2019”.
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