Mostrando postagens com marcador Energia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Energia. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

Com bandeira verde, energia deve ficar mais barata a partir de abril

da Agência Brasil

A partir de abril, o consumidor deverá pagar menos pela energia. A redução será possível com a adoção da bandeira verde no sistema de bandeiras tarifárias, que adota as cores verde, amarela e vermelha para informar o consumidor, a cada mês, se a energia está mais cara ou mais barata.

“Com isso, a partir de abril não haverá mais ônus para o consumidor”, disse o ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga, que fez o anúncio nesta quinta-feira (25). Para o consumidor, isso deverá resultar em uma redução média entre 6% e 7% na conta de luz.

Neste mês, o governo anunciou que, em março, seriam desligadas sete usinas térmicas com custo de geração acima de R$ 420 por megawatt-hora (MWh). Posteriormente, foi decidida uma redução incluindo 15 usinas que geravam energia a um custo de R$ 250 por MWh.

“Agora estamos anunciando o desligamento das usinas térmicas com custo de geração acima de R$ 211. Com isso, a partir de abril, entraremos em regime de bandeira verde. Ao adotar a bandeira verde, deixa-se de cobrar esse ônus. Mas em março ela [bandeira] continuará amarela”, disse o ministro.

Ao todo, em abril, 5 mil MW gerados pelas térmicas já terão sido desligados do sistema, o que representará uma economia total de R$ 10 bilhões ao ano. Braga disse que, mantida a previsão positiva da situação hidrológica, mais 2 mil MW gerados em usinas térmicas poderão ser desligados nos próximos meses.

Todas essas decisões são tomadas durante as reuniões do Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico, que avalia fatores como entrada de nova energia, capacidade dos reservatórios e comportamento de carga.

“Não é apenas uma questão de redução de consumo. A entrada da energia gerada em novas usinas, como as de Belo Monte, Jirau e Santo Antônio tem contribuído [para os desligamentos das térmicas]”, acrescentou Braga.
Continue Lendo...

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

Aneel suspende decisão da CCEE contra operações de comercializadoras de energia

SÃO PAULO (Reuters) - Quatro comercializadoras de energia elétrica que haviam tido negócios cancelados por suspeitas de irregularidade conseguiram reverter temporariamente o revés com um apelo junto ao diretor-geral da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), órgão regulador do setor, segundo despacho no Diário Oficial da União nesta quinta-feira.

O braço de trading de energia do banco BTG Pactual, Clime Trading, Nova Energia e Comerc Power conseguiram suspender decisão da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), que havia determinado que as operações fossem recontabilizadas por entender que as empresas tiraram vantagem, de forma irregular, de um desconto dado à energia renovável.

Com a recontabilização, a CCEE pretende reduzir esse desconto, aplicado às tarifas de transmissão e distribuição (tarifa-fio), o que obrigaria as comercializadoras a compensar financeiramente os clientes.

Na época, a CCEE afirmou em nota que a decisão era "de caráter técnico" e que sempre "ajusta" transações de mercado "que não acompanham adequadamente a regulação ou apresentam erros de dados ou informações".

O diretor-geral da Aneel, Romeu Rufino, no entanto, analisou recurso das quatro comercializadoras e entendeu que "é evidente a controvérsia sobre a forma de aplicação... do desconto". Ele também apontou que a polêmica será "examinada com o rigor necessário".

Além das quatro empresas beneficiadas pela suspensão, a CCEE decidiu recontabilizar transações também de Diferencial Energia, FC One, Nova Energia e Prime Energy, em um total de oito empresas atingidas.

Pelas regras do setor, a Aneel tem poder de rever decisões da CCEE.

Empresas, CCEE e Aneel não revelaram os valores envolvidos nas transações.



TRANSÇÕES POLÊMICAS

O desconto sobre a "tarifa-fio" é aplicado para fontes renováveis, como biomassa, eólicas e biogás, e pode variar de 50 por cento a 100 por cento do custo de transmissão ou distribuição da energia envolvida.

No mercado, esses contratos com desconto são mais valorizados, uma vez que permitem redução de custos aos clientes, o que também possibilita que os comercializadores apliquem um ágio maior no preço da energia elétrica.

No entendimento da CCEE, o desconto de 100 por cento nas tarifas só poderia ser atribuído a determinados tipos de usina, como as que geram energia a partir de biogás ou resíduos.

Mas as empresas alegam que "somaram" descontos de 50 por cento, para transformá-los em 100 por cento, em operações que segundo elas foram permitidas pelo sistema da CCEE e validadas por diversos meses.

As comercializadoras sustentam que a polêmica trata-se de um desendimento sobre interpretação das regras do mercado.



Ao decidir suspender a decisão da CCEE de recontabilizar as operações para analisar melhor a questão, Rufino ponderou que as empresas poderiam sofrer os efeitos do cancelamento de seus descontos em liquidação financeira de contratos pela Câmara, que ocorre nesta quinta-feira e na sexta-feira.
Continue Lendo...

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

Tarifa de energia residencial no país cairá em média 0,2% em 2016, prevê consultoria

SÃO PAULO (Reuters) - Os reajustes nas tarifas de energia elétrica para 2016 deverão resultar em redução média de 0,2 por cento para os consumidores residenciais brasileiros em 2016, com os Estados do Sul, Sudeste e Centro-Oeste registrando quedas na conta de luz beneficiados por chuvas nas áreas de hidrelétricas.

A tendência de baixa após dois anos de altas nas tarifas, segundo estudo da consultoria TR Soluções, deve aliviar a pressão sobre a inflação e é resultado de chuvas favoráveis em janeiro e no início de fevereiro, que ajudaram a recompor os reservatórios de hidrelétricas e permitiram o desligamentos de térmicas, cujo custo é mais elevado.

O efeito médio para os consumidores do Sudeste e do Centro-Oeste será uma redução de 3,8 por cento, enquanto no Sul a queda será de em média 3,4 por cento, informou à Reuters a consultoria, especializada em cálculos de tarifas.

No Nordeste, por outro lado, a TR Soluções estima que deverá haver elevação das tarifas, com efeito médio para o consumidor de 12,3 por cento. A região, que havia sido menos afetada por altas nos anos anteriores, sofre os efeitos de uma severa seca nas hidrelétricas.

Segundo o sócio da consultoria, Paulo Steele, os cálculos já levam em consideração o desligamento de termelétricas a partir de março, em um movimento que o governo vê como início do viés de baixa nas tarifas de energia.

Steele explicou, no entanto, que "apenas uma parte muito pequena" dos custos com o acionamento das térmicas, que são mais caras que as hidrelétricas, é suportado pelas tarifas.

A maior parte da conta das termelétricas é custeada pelo consumidor por meio das bandeiras tarifárias, que elevam a tarifa de acordo com o uso dessas usinas.

Com o desligamento de mais térmicas em março, a bandeira nas contas deverá passar para amarela, ante a atual vermelha, o que representará cobrança extra de 1,5 real a cada 100 kilowatts-hora consumidos, ante 3 reais na faixa vermelha.

Em 2015, quando a bandeira vermelha vigorou por todo o ano, as bandeiras tarifárias arrecadaram 14,7 bilhões de reais, segundo a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). O consumidor chegou a pagar um custo extra de 5,50 reais a cada 100 kilowatts-hora devido à bandeira vermelha, posteriormente reduzida.

Com a evolução da hidrologia, o governo agora acha possível ter ainda neste ano a bandeira verde, quando não há cobrança adicional.

O Banco Central estimou que os custos da energia elétrica subiram 52,3 por cento em 2015 e projetou anteriormente uma alta de 3,7 por cento em 2016, ainda considerando a vigência da bandeira vermelha.
Continue Lendo...

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

Consumo de eletricidade em residências em 2015 tem 1° queda desde racionamento, diz EPE

SÃO PAULO (Reuters) - O consumo médio de energia elétrica nas residências do Brasil caiu 3,2 por cento em 2015 ante o ano anterior, na primeira retração desde 2001 e 2002, quando o país enfrentou racionamento, afirmou a Empresa de Pesquisa Energética (EPE) em boletim nesta segunda-feira.

Já o consumo de eletricidade total do país somou 464,7 mil gigawatts-hora em 2015, com redução de 2,1 por cento ante 2014, apontou a EPE, que atribuiu o desempenho principalmente à retração de 5,3 por cento no consumo industrial.

A EPE, órgão do Ministério de Minas e Energia, disse que a queda do consumo industrial, que somou 169,6 gigawatts-hora, está associada a um "cenário econômico desfavorável ao longo do ano" que culminou em um recuo de 7,7 por cento no quarto trimestre --"o mais forte já anotado para este período em toda a série de consumo iniciada em 2004".

Dentre 13 segmentos industriais acompanhados, apenas o de extração de minerais metálicos teve alta no consumo (10 por cento), enquanto os demais tiveram retração, com destaque para os setores de metalurgia (-12,5 por cento), automotivo (-10,9 por cento), produtos de metal (-10,3 por cento) e têxtil (-9,9 por cento).

No consumo residencial, a queda acumulada em 2015 foi de 0,7 por cento, atribuída pela EPE ao quadro econômico adverso e à elevação das tarifas, que chegou a ser superior a 40 por cento em diversas distribuidoras de energia.

Já o consumo médio das residências caiu 3,2 por cento ante 2014, na primeira variação negativa desde 2002 e 2001, quanto o país passava por racionamento que estabeleceu uma redução compulsória de consumo de 20 por cento nas regiões Sudeste, Centro-Oeste, Nordeste e em parte do Norte.

Desde 2004, segundo a EPE, o consumo médio residencial vinha crescendo a uma média de 2 por cento ao ano.

Já o segmento comercial foi o único a apresentar alta no ano, de 0,6 por cento, ainda assim apontado como pior desempenho da classe desde 2004, quando a EPE iniciou os levantamentos.
Continue Lendo...

terça-feira, 26 de janeiro de 2016

Aneel reduz valor extra na conta de luz a partir de fevereiro

Da Agencia Brasil
Em reunião ordinária realizada hoje (26), a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou a redução nas bandeiras tarifárias amarela e vermelha, que aumentam a conta de luz do consumidor quando fica mais caro produzir energia no país. 

A partir de fevereiro, o valor da bandeira amarela vai cair de R$ 2,50 para R$ 1,50 para cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos, redução de 40%.

Já a bandeira vermelha terá um patamar intermediário, mais barato, de R$ 3,50 para cada 100 kWh. O patamar mais caro foi mantido em R$ 4,50 para cada 100 kWh.

As bandeiras tarifárias coloridas – verde, amarela e vermelha – foram criadas como uma maneira de informar ao consumidor os custos que são repassados para a conta de luz com o acionamento de usinas termelétricas, que geram uma energia mais cara e são ligadas quando as hidrelétricas produzem menos por causa do baixo nível de seus reservatórios.

A Aneel divulga no próximo dia 29 de janeiro qual será a bandeira tarifária que vai incidir sobre as contas de luz de fevereiro. A bandeira vermelha encontra-se vigente, onerando a conta do consumidor, pelo menos desde março de 2015.

A decisão desta terça foi baseada em estudos da Superintendência de Gestão Tarifária da Aneel.
Continue Lendo...

terça-feira, 19 de janeiro de 2016

Agência Internacional de Energia diz que preço do petróleo pode cair mais

Da Agencia Brasil

A Agência Internacional da Energia (AIE) considera que o preço do petróleo ainda pode cair, devido ao excesso de oferta, agravado pela entrada do petróleo iraniano e a uma desaceleração do aumento da procura pelos principais consumidores.

Em relatório mensal sobre o mercado petrolífero divulgado hoje (19), a AIE estima que o diferencial entre a oferta e a procura será de 1,5 milhão de barris por dia no primeiro semestre deste ano, cenário baseado no incremento da produção do Irã, de 600 mil barris em junho.

Considerando as "incertezas" sobre a capacidade do Irã de pôr no mercado de forma imediata mais 500 mil barris por dia - como foi anunciado por Teerã - e de encontrar clientes, a AIE destaca no relatório que, ao fim do primeiro trimestre, o mercado poderia ter mais 300 mil barris por dia.

Como defendido por bancos de investimento, a agência adverte que o preço do barril de petróleo - que em meados de janeiro registrou os menores valores dos últimos 12 anos - abaixo dos US$ 30 -, poderá cair mais, chegando a US$ 10.
Continue Lendo...

segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

Santander e fundos canadenses fecham compra de eólicas no Brasil por R$2 bi


(Reuters) - A Cubico, uma empresa formada pelo Banco Santander e dois fundos de pensão canadenses, fechou a compra de duas usinas eólicas no Nordeste do Brasil por 2 bilhões de reais, incluindo assunção de dívidas.

Segundo o chefe da companhia para o Brasil, Eduardo Klepacz, o negócio envolve 392 megawatts de parques em Pernambuco e no Piauí, que já estão em operação e foram negociados junto à desenvolvedora Casa dos Ventos.

A Cubico, criada no ano passado para investir em energia renovável e saneamento na América Latina e na Europa, herdou ativos de energia do Santander, o que faz com que a transação leve a companhia a um portfólio total no Brasil de 615 megawatts em usinas eólicas, todas já em funcionamento.

Klepacz disse a jornalistas que o foco da companhia será o investimento em novos projetos, com participação em leilões de energia promovidos pelo governo federal, e em aquisições pontuais, como a fechada com a Casa dos Ventos.

No alvo da empresa estão empreendimentos eólicos, principalmente, mas também solares e de pequenas hidrelétricas --todas fontes com as quais o Santander já trabalha ou trabalhou em outras oportunidades.

O chefe da Cubico para o Brasil destacou que os três sócios da companhia possuem força financeira, o que será "um diferencial" no atual momento do mercado brasileiro de energia elétrica, em que as empresas sofrem com dificuldades para captar recursos.

"Estamos fazendo uma aposta de longo prazo", disse.

Além do Santander, a companhia tem como acionistas o fundo de pensão dos professores de Ontario e o administrador de fundos de pensão do Canadá.
Continue Lendo...

quarta-feira, 10 de junho de 2015

Empresa suíça quer ampliar investimentos em transmissão de energia e inovação no Brasil

Do blog Planalto

Só de 2011 a 2015, a ABB Ltda investiu mais de US$ 200 milhões
em tecnologia e inovação no Brasil, afirmou o presidente do 
conselho de administração da empresa, Peter Voser.
Foto: Felipe Rossi/Blog do Planalto
Uma das maiores empresas de energia do mundo, a Asea Brown Boveri Ltda (ABB) pretende aprofundar os investimentos no Brasil nos próximos anos, sobretudo em projetos de linhas de transmissão de energia elétrica. A afirmação foi feita, nesta segunda-feira (8), pelo presidente do conselho nacional de administração da empresa, Peter Voser, após se reunir com a presidentaDilma Rousseff, no Palácio do Planalto.

“ABB é a maior empresa global na área de energia e inovação. Temos todo interesse em apoiar o Brasil em projetos de linhas de transmissão do norte, onde estão as fontes de energia, ao sul do País, onde há maior consumo. A tecnologia da ABB é uma das mais avançadas do mundo setor”, destacou Voser em entrevista concedida à imprensa.

A ABB Ltda é líder no mercado mundial de tecnologia de energia e automação. Só nos últimos quatro anos, a empresa – que possui cinco fábricas no Brasil – investiu mais de US$ 200 milhões em inovação no mercado brasileiro. “Estamos fazendo e planejando outros investimentos para hoje e para os próximos anos no País”, garantiu.

Continue Lendo...

sexta-feira, 27 de junho de 2014

Eletrosul inaugura usina de energia solar para venda no mercado livre

da Agência Brasil
A Eletrosul, subsidiária da Eletrobras, inaugura hoje (27) em Florianópolis uma usina de energia solar acoplada ao prédio da sede administrativa da empresa. O projeto tem 4,2 mil painéis fotovoltáicos instalados em uma área de 8,3 mil metros quadrados no teto do edifício. Apesar de o prédio absorver parte da energia, o objetivo principal não é atender ao consumo da empresa e de unidades vizinhas, e sim vendê-la no mercado livre.

"Comercialmente, temos contrato com uma pequena central hidrelétrica que atende à demanda [do edifício da Eletrosul]. Pode ser que a partir de 2015 a gente troque o contrato [passando a atender a toda a demanda local com a energia da usina solar]. Vamos avaliar. Mas, por enquanto, o objetivo é comercializar e divulgar [a tecnologia]. Nas cidades do futuro, haverá muitos prédios assim. Queremos estar prontos para o boom [da energia solar] ", explica Ronaldo Custódio, diretor de Engenharia e Operação da Eletrosul.

De acordo com ele, o primeiro leilão para comercializar energia da usina deve ocorrer em agosto deste ano. O investimento no projeto, de R$ 9,5 milhões, foi financiado pelo banco de fomento alemão KfW.

Considerada sustentável, a energia solar sai mais cara do que opções como as hidrelétricas e termelétricas. Segundo Ronaldo Custódio, uma usina solar, com financiamento em condições idênticas ao de uma hidrelétrica, pode sair de cinco a sete vezes mais cara. Depois de construída, no entanto, ela tem a manutenção menos dispendiosa. "A hidrelétrica até tem um impacto ambiental global menor, embora tenha impacto local tanto do ponto de vista ambiental quanto social", comenta.

Com capacidade instalada de 1.000 quilowatts, o suficiente para atender a 540 residências, a usina é o maior empreendimento na América Latina com produção de energia acoplada a um prédio. Além disso, é a única com esse conceito a gerar energia para comercialização.

Para Ricardo Baitelo, coordenador da Campanha de Energias Renováveis do Greenpeace Brasil, a usina de energia solar é um marco importante. "Eu acho que é uma iniciativa bem-vinda, junto com Tanquinhos e Tauá [usinas de energia solar respectivamente em Campinas, São Paulo, e no interior do Ceará]. Serve para mostrar que a energia solar é uma opção viável para a segurança energética", diz.

Baitelo acrescenta que as iniciativas de maior porte têm avançado mais do que a implantação de pequeno porte e doméstica da energia solar, que a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) buscou incentivar em 2012, aprovando resolução que previa desconto na conta de luz para residências e empresas microgeradoras que fornecessem excedente.

"Esse é outro capítulo, que caminha mais devagar. A gente tem alguns problemas a transpor, principalmente o financiamento". Segundo ele, as linhas de crédito ofertadas pelos bancos atualmente não têm prazos e taxas de juro satisfatórias. "Um projeto de energia solar que atenda a uma família pode custar de R$ 15 mil a R$ 20 mil. Se vai ter uma economia de R$ 30, R$ 40, R$ 50, o ideal é que o custo do financiamento seja esse. Estamos dialogando com governo e bancos. É um mercado com potencial muito grande", observa.
Continue Lendo...

sexta-feira, 20 de junho de 2014

Aneel quer luz pré-paga em todo o país

Fonte: Rede Energia
A Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) quer instituir no início do próximo ano a venda pré-paga de energia elétrica em todo o país.
O sistema funcionará de maneira semelhante ao do celular pré-pago, que já conquistou 80% dos usuários.
A agência faz no momento consulta pública para finalizar a regulamentação do sistema. Pela norma, a mudança deve ser gratuita para o cliente. A concessionária instalará um novo medidor, que mostrará a evolução dos gastos e o crédito remanescente.
Não deverá haver limite para a quantidade de recargas. Cada aquisição pode começar com 1 kWh -que custa hoje cerca de R$ 0,50 e é o equivalente a uma lâmpada fluorescente compacta (com iluminação semelhante à da incandescente de 60 W) ligada cerca de duas horas por dia, durante um mês.
Quando o saldo estiver prestes a terminar, o equipamento dispara um alarme visual e sonoro. A recarga poderá ser feita pela internet, por telefone e em pontos de venda cadastrados.
A participação das concessionárias é opcional, e as que aderirem terão até três anos para implantar o sistema.
Para a Aneel, as vantagens são reduzir a inadimplência, economizar mão de obra na medição e gastar menos com o envio de faturas.
A agência não divulgou, porém, o número de distribuidoras que já manifestaram interesse no sistema.
Para os usuários, as vantagens são mais controle dos gastos e o fim da obrigação de pagar a tarifa básica.
Uma crítica já levantada por órgãos de defesa do consumidor é que os consumidores de baixa renda correriam mais risco de ter o fornecimento interrompido. A Aneel argumenta que a suspensão ocorre nos dois regimes.

PROJETO PILOTO
O sistema de cobrança pré-pago já funciona em países como Reino Unido, Argentina, África do Sul e Colômbia.
No Brasil, há projetos pilotos em São Paulo, no Rio e em regiões do Amazonas. A regulamentação deve ampliar o sistema para todo o país.
A Aneel diz que, nesses locais, o consumidor passou a usar melhor a energia. “Quando os créditos estão acabando, elas passam a tomar banho mais morno e mais rápido e a assistir menos TV. Ter a exata noção do gasto só é possível no sistema pré-pago”, disse o superintendente de Regulação da Comercialização da Eletricidade da Aneel, Marcos Bragatto.
A AES Eletropaulo, que atua em 24 cidades paulistas, incluindo a capital, testa desde 1995 o sistema, com 3.600 dos 6,4 milhões de clientes.
A aposentada Trindade de Martins Izidoro, 64, é um deles. Moradora da Vila Leopoldina (zona oeste), há três anos Trindade vive em um apartamento que teve o sistema implementado já durante a construção.


O equipamento digital instalado em sua cozinha avisa quando o nível está alto ou baixo, o que, segundo ela, ajuda o consumidor. A recarga é feita pelo telefone.
De acordo com a AES Eletropaulo, o valor do kWh é o mesmo nos dois sistemas.
Rede Energia é pioneira em energia pré-paga e gratuita

Em 2007, a Rede Energia apresentou ao governo a proposta de energia pré-paga e gratuita. A empresa é pioneira na proposta que o governo pretende implementar agora. Em maio de 2010, a empresa publicou em sua revista Notícias em Rede a matéria abaixo:

Democratizando a energia
A ligação clandestina e a inadimplência no pagamento de energia elétrica podem estar com os dias contatos. A Rede Energia desenvolveu um projeto que combina o uso da tecnologia pré-paga com gratuidade de energia elétrica para diminuir tanto a falta de pagamento da conta de luz quanto os famosos “gatos”. O sistema de energia pré-paga funcionaria como o de celulares. O consumidor compraria uma determinada quantidade de energia elétrica e, se precisasse de mais, compraria esse excedente. A gratuidade seria para pessoas que efetivamente não pudessem arcar com o pagamento da energia elétrica.

A proposta é complementar ao Programa Luz para Todos (LPT), iniciativa do governo federal que pretende universalizar a energia e levar luz elétrica a populações que, até hoje, vivem às escuras no Brasil. Apesar de já ter melhorado a vida de milhares de famílias, o LPT encontra na inadimplência um problema porque muitas das famílias beneficiadas não têm condições de pagar pela energia consumida e acabam tendo a luz cortada ou partem para a opção de ligações clandestinas.

Com o projeto, a Rede Energia deixaria de penalizar esse consumidor de baixa renda, evitaria os problemas com os chamados “gatos” – que consomem todos os anos um enorme investimento em tecnologias anti-furto – e passaria a adotar uma ação mais eficaz e socialmente melhor para todos. A idéia foi inspirada em um programa semelhante já implementado na África do Sul. Lá, a situação de conflito entre a população e as concessionárias de energia se tornou pacífica depois disso. A presidente da empresa, Carmem Campos Pereira, visitou a capital sul-africana Johannesburgo, em novembro de 2007, para conhecer de perto o programa e se certificou de que ele funciona.

Aqui no Brasil, a idéia foi considerada tão relevante que, inclusive, tornou-se um projeto de lei, de autoria do Senador Gim Argello (PTB/DF). Desde o ano passado, a proposta tramita no Congresso e institui a possibilidade de gratuidade dos primeiros 50kwh mensais de energia elétrica para consumidores da Subclasse Residencial Baixa Renda. Assim, a população de baixa renda receberia gratuitamente uma parcela mensal de energia e, caso precisasse de mais, pagaria o restante por essa energia extra.

Um projeto piloto, com o uso desta tecnologia, deve ser implementado na Celpa, distribuidora da Rede Energia no Pará. A idéia é estudar a viabilidade da proposta com três mil consumidores de baixa renda, que teriam 80kwh gratuitos. Para essas pessoas, já foi adotado um sistema de medição centralizado e também foi feita uma blindagem na rede, para evitar furtos. Assim, a Rede Energia conseguirá medir a viabilidade da ação, planejando quais outras populações poderiam vir a ser beneficiadas, verificando o impacto do projeto na tarifa, além de questões legais e regulatórias.
Continue Lendo...

domingo, 2 de fevereiro de 2014

Falta de chuvas pressiona fundo que financia redução das tarifas de energia

da Agência Brasil:
Os R$ 9 bilhões reservados no Orçamento Geral da União para a Conta de Desenvolvimento Energético (CDE) em 2014 podem ser insuficientes para cobrir as despesas do fundo, que financia a redução da conta de luz. Segundo especialistas, a falta de chuvas, que aumenta o preço da energia de curto prazo, e o novo modelo do setor elétrico, que privilegia o subsídio às tarifas, pressionam as contas da CDE.

Até 2012, os imprevistos no setor elétrico eram bancados pelos próprios consumidores, que pagavam três encargos embutidos na conta de luz que financiavam o acionamento de termelétricas e a compra de energia no curto prazo pelas distribuidoras. Com o novo modelo do setor elétrico, dois encargos foram extintos. Apenas a CDE foi preservada, com a necessidade de ser complementada com recursos do Tesouro Nacional.

No ano passado, o Tesouro aportou R$ 7,9 bilhões na CDE por meio da emissão de títulos públicos, além de uma quantia não divulgada de antecipação de recebíveis (direito de receber) da usina de Itaipu. Neste ano, o governo mudou o procedimento e passará a fazer os aportes com recursos do próprio Orçamento. No entanto, o governo pode se ver obrigado a editar créditos extraordinários caso a verba para a CDE seja insuficiente.

O especialista em infraestrutura e projetos de investimento da Fundação Getulio Vargas (FGV) Rogério Sobreira elogia a iniciativa do governo de usar recursos orçamentários para socorrer a CDE. “Isso traz mais transparência para as contas públicas e para o setor elétrico do que fazer operações indiretas com títulos públicos. Dentro do espaço fiscal disponível, o governo quer criar um efeito positivo, mesmo que temporário”, disse.

O problema, segundo o professor, consiste em tornar permanente uma ajuda que deveria ser eventual. “O grande risco é as ações deixarem de ser pontuais e se tornarem constantes. Caso o setor elétrico precise de aportes do governo o tempo todo, o ideal seria ir direto nas causas, não nos efeitos”, acrescentou.

O presidente do Instituto Acende Brasil (centro de estudos voltado ao desenvolvimento de ações e projetos para aumentar o grau de transparência e sustentabilidade do setor elétrico brasileiro), Claudio Sales, não acredita que as ações do governo sejam apenas temporárias. Para ele, a possibilidade de que os repasses do governo para a CDE não diminuam nos próximos anos é grande. “O grande problema é que o novo modelo do setor elétrico deixou de ser sustentável. As tarifas deixaram de cobrir os custos, e as empresas atualmente só conseguem pagar as contas se o governo subsidiar”, disse.

De acordo com Sales, a não realização, em 2012, do leilão de compra de energia para o ano seguinte deixou as distribuidoras com uma carência de 6 mil megawatts de energia. Para suprir a oferta necessária, as companhias têm de comprar energia nos leilões de curto prazo, cujos preços são voláteis e disparam em tempos de escassez de chuva. “No último leilão, o preço do megawatt-hora ficou em torno de R$ 400. No próximo, deverá chegar a R$ 800”, explicou.

Com as empresas cada vez mais pressionadas por custos elevados, Sales acredita ser bem provável que o governo precise transferir mais recursos à CDE que o planejado. “Sem a CDE, as empresas não conseguem nem fechar a conta porque as tarifas estão artificialmente baixas”, disse. Para os próximos anos, ele sugere que o governo eleve o teto dos preços dos leilões de médio e de longo prazo para atrair interessados em vender a energia e reduzir a dependência em relação aos subsídios ao setor elétrico.
Continue Lendo...