Uma parceria entre empresários japoneses e Norte-riograndenses da empresa Atlantic Tuna deverá duplicar a produção brasileira da pesca do atum, além de melhorar a qualidade dos equipamentos utilizados e da mão de obra que trabalha no setor, transformando o Rio Grande do Norte em um polo atuneiro. Batizada de Projeto Atum Brasil/Japão, a iniciativa deverá gerar mais de 2 mil novas vagas de emprego, de maneira direta e indireta, apenas no litoral potiguar, através da operação de 16 barcos japoneses que atuarão no território do Rio Grande do Norte.
A expectativa é de que o negócio permita a movimentação de R$ 114 milhões por ano, com a produção de atum do Brasil ultrapassando as oito mil toneladas por ano, que deverão ser negociadas com o Japão e os Estados Unidos. Hoje, são aproximadamente 4,1 toneladas, o que não representa nem a metade do que o país está autorizado a pescar, uma vez que o Brasil tem outorga para capturar cerca de 12 mil toneladas por ano de atum e com a vinda dos japoneses, o Rio Grande do Norte estará apto a alcançar essa meta.
Dentro do projeto, está prevista a chegada de 16 barcos orientais à costa potiguar, que serão operados por tripulantes japoneses ao lado de 380 brasileiros treinados no Rio Grande do Norte, através do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) e Federação das Indústrias do RN (Fiern). Atualmente, três embarcações estão no Porto de Natal e uma delas deve ir ao alto mar hoje, enquanto as demais permanecem aguardando a chegada de documentos para operar. De acordo com o presidente da Fiern, Flávio Azevedo, todo o investimento do negócio será de responsabilidade dos japoneses e a iniciativa deverá modificar a realidade da pesca industrial no Brasil. “Pesaram a favor do RN, Natal ser um ponto próximo dos maiores produtores de atum, o Terminal Pesqueiro estar próximo de ser concluído e o Aeroporto de São Gonçalo começar a operar em breve”, detalha.
Referencia: Notícias completa link

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